segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mudanças...

Um prólogo do ano que se passou, do presente e do próspero futuro...
É época de mudanças! E vamos ser sinceros: o ano novo traz para nós um sentimento que é especial! Cai entre nós! Aqui... somente para mim e para você, Ilustre leitor: é tão especial que nos propusemos à virada com promessas, com preces e com desejos que são necessitados agora, neste exato momento de nossa vida! É como se fosse uma necessidade básica que será suprimida durante o ano inteiro com os nossos afazeres, misturados com os sentimentos de amor, de carinho e carisma criados com nossa família, amigos e anjos da guarda que sempre estão ao nosso lado durante nosso caminhar. E não posso negar a você: saber que caminhamos juntos, amparados e suplementados com esses tipos de sentimentos é a melhor proposta de crescimento que sonhamos em ter.

Pelo menos para mim o ano que passou, foi uma jornada criada passo-a-passo e com uma dose extremamente grande de paciência. Acho que 2008 foi fator fundamental da conquista de meus objetivos, traçados e claramente planejados e delimitados durante um espaço tempo. Sim... a paciência... E não são todas as pessoas que a possuem. Eu mesmo sinto que às vezes, falta ainda uma alta dose durante os vários e vários acontecimentos passados. Até hoje durante a vivência com minha própria família e amigos que depositam diariamente em mim todas as suas energias, sinto um pouco prejudicado. Prejudicado no sentido de às vezes não saber demonstrar o carinho que sinto e que tenho guardado do jeito que sou; ou, se demonstrado, não atinge as expectativas que algumas pessoas desejam sobre o meu ser, de saber que esta maneira de ser é a demonstração total de agradecimento.

Quantas vezes tranquei-me em meu mundo, olhando para o nada e para o vazio, somente escutando os barulhos das ondas, o vento sobre as águas e sentido sobre o meu lombo o poder do sol irradiando sua fúria sobre todo o planeta, totalmente canalizando suas forças sobre um determinado ponto, um determinado objetivo. Foram várias as horas dos últimos dias de 2008 que fiquei sentado observado tão somente isso: analisando-me, pensando sobre mim mesmo, sobre o que fiz, deixei de fazer, sobre as conquistas e remissões. Não sei, caro amigo, se fui egocêntrico demais em pensar tanto em mim, mas muitos pensamentos passaram sobre minha alma nestes últimos dias. Pensamentos estes que se reforçam sobre o objetivo maior de todo o ser humano. Pessoas que estão ao meu redor, em um simples diálogo mais profundo sempre recaem sobre o mesmo ponto, sobre as mesmas perguntas: qual é o seu propósito? o que realmente vim fazer aqui?

O grande problema que tenho observado é que as pessoas deixam escapar sobre o vão de seus dedos o fator ‘vida’! Uns somente planejam; outros, por sua vez, fazem coisas e vontades contrárias ao seu ser; alguns se perdem em fatores simplistas; talvez pessoas ainda viajem no tempo em busca de pensamentos longínquos e duradouros somente por um instante; sem contar ainda da inércia aplicada em um único instante, e nada mais.

Foram vários os textos escritos com o objetivo único: de despertar dentro de você um sentimento a mais, uma vontade a mais, antes nunca experimentado. E, caro leitor, acho que isso é possível! E possível por tão-pouco! Pode ser atingido a qualquer hora, a qualquer idade e qualquer tempo! Basta o querer e nada mais. Conversando com meu amigo Marcos Borato no cicloturismo que realizamos (2008-2009: São João -> Ubatuba) naquele restaurante em Atibaia onde pousamos o primeiro dia, depois de cansados 200 km e mais de sete horas de pedal percorridos com muito sofrimento ele olhou para mim e disse:
“- Acho que os nove pneus furados foram um aviso para nós. Sofremos um teste: um aviso que ainda poderíamos desistir, que poderíamos voltar, não é?”

E aquela pergunta ficou martelando em minha cabeça, sem ele saber, por muito tempo. De fato, bastasse apenas um telefonema para desistirmos de tudo. Seríamos definitivamente apanhados em Atibaia e nosso percurso totalmente cancelado. Mas não fizemos isso. Não! Pelo contrário! Não estávamos ali para desistir! Depois da partida do dia 21 de dezembro de 2008 do posto perto da ponte do D.E.R. de São João da Boa Vista, ainda de madrugada onde as estrelas nos iluminavam e pedalando vagarosamente pelo acostamento da BR que liga São João a Aguaí, um pequeno clarão saiu no céu, acordando o dia. Pequenas nuvens estavam lá, nos olhando e observando. Mas meu amigo não talvez sabia, ou não percebeu. Depois de vários vácuos que trocamos, chegando ao primeiro trevo de Aguaí onde tirei a primeira foto dele, olhei para aquele pequeno clarão azul no céu e lhe disse:

“- Marquinhos! Rumo ao SOL! Sempre!”

E nosso primeiro dia foi assim, sempre com o mesmo lema: “Rumo ao Sol!” Era realmente impressionante e talvez muitos de vocês podem não acreditar. Mas dentre aquelas várias nuvens, cinzas e escuras que nos rodeavam, o nosso caminho sempre era o do meio: com nuvens claras e céu límpido e azul!

Mas você pode até estar perguntando: ‘Mas não é possível que vocês não pegaram pelo menos um único dia de chuva! Um dia somente! Mesmo nessas nuvens, nos clarões e no sol iluminando cada um de vocês, não foram surpreendidos pela gota de uma chuva?’

Sim! E como pegamos! Foram muitas as chuvas que passamos! Que me lembre foram bastantes e intensas (os vídeos falam por si)! Uma em Itatiba para Atibaia (primeiro dia); A segunda chuva pegamos no terceiro dia, quando estávamos subindo para o Parque da Serra da Bocaina, na estrada que liga as cidades de Cunha a Paraty. No total foram duas as vezes, em dois dias distintos, mas ambos em momentos intensos, calorosos e refrescantes! Momentos tão especiais que pareciam que foram feitos em momentos certos, bem definidos, em horas certas! No primeiro, para testar a nossa paciência em plena Rodovia Don Pedro I, quando estávamos lá, trocando e enchendo adivinha o que? O meu pneu. Choveu... mas choveu muito! Era chuva de lado, de cima, com e sem vento, dos automóveis da rodovia e até por baixo com os respingos fortes e intensos... E justamente quando a bicicleta estava de ponta cabeça, sem o pneu... Acho que de todo o cicloturismo que realizamos, este foi o teste de superação. Do que adiantava xingar, murmurar e gritar? NADA! Ficamos, eu e Marquinos, recebendo aquela água, refrescando nossas mentes enquanto carros e várias pessoas passavam por nós e buzinavam, nos cumprimentando. Juro leitor... eu juro: queria ter um leitor de mentes para que pudesse captar cada pensamento das pessoas que passavam e olhavam a cena. Imaginem o que cada um poderia ter pensado e falado para seu companheiro ou para si próprio: “Olham estes dois malucos!”; “Coitados desses dois! Pneu furado neste acostamento, nesta rodovia, com esta chuva!”, “Esses são heróis! Mesmo nesse temporal estão ai, batalhando, lutando”, e ainda talvez uma alma falou: “Olha os ciclistas! Olhem para eles! Nunca que faria isso em minha vida! Imagine eu, todo ensopado! Nesta chuva! Passando frio e ainda com meu pneu furado!”.

Foram vários os testes de paciência e Marquinhos estava certo em sua pergunta: “sofremos um teste”, ele disse. E era a mais pura e simples verdade. Tínhamos nada mais que alguns trocados, uma mísera bagagem (troca de roupas) e alimentos básicos suplementares. Tínhamos também nosso “camel-back” cheinho de água; nossas duas garrafas de água abastecidas, uma com água e outro com repositor energético; nossa bagagem; nosso bagageiro; nossa bicicleta; Deus e pensamentos voando ao máximo e mais nada!

Todos os objetivos que traçamos nesta viajem serviu para nós como suporte emocional tão imenso que a união fez a força, fez a diferença! Aprendemos muito um com o outro: fui direcionando o Marquinho nos principais trevos das rodovias; fomos direcionados e guiados pelas estatísticas do GPS; ele me ajudou em muito nas trocas de pneu, nas vontades e superação nos momentos difíceis que passamos; eu o ajudei a trocar os pneus e acreditem (para aqueles que andam conosco em São João) ele aprendeu a trocar sozinho o seu primeiro pneu!; cada qual demonstrando um valor, uma diferença que suplementava o outro em algum ponto. O bom disso tudo é que éramos impulsionados pelo amor e pela vontade imensa pelo esporte, pela natureza e pela aventura. Ainda tivemos momentos de descontração, de dor e de penitência em que pensamos seriamente em parar por um instante para equilibrar nossas forças já desgastadas. Momentos difíceis e duradouros que foram superados pela vontade de pedalar! Sabíamos que não adiantava chorar, reclamar ligar para ‘fulano’ ou ‘sicrano’, pois a única coisa que nos levariam para nossos objetivos eram nossas pernas. E hoje digo a você: No dia 24 de dezembro de 2008 elas nos trouxeram para Ubatuba. Foram mais de 600 quilômetros (veja estatística completa no quarto dia do cicloturismo já postado) percorridos, várias cidades e pontos maravilhosos que passamos que posso dizer que valeram demais cada suor, cada gemido, cada suspiro e cada fôlego. Com certeza faríamos novamente (alias o plano já está traçado, mas deixo como surpresa somente para o fim deste ano...).

Mas o mais importante é saber que cada um, cada pessoa, cada ser humano pode realizar loucuras de uma forma diferente do que a nossa. Lembrando novamente: não é a minha intenção e nunca foi de fazer você um louco nativo por bicicleta! O que quero realmente é despertar no seu coração que é possível fazer a sua loucura no seu limite, na sua vontade, naquele esporte específico que você mais gosta! Ou talvez despertar a delícia de saber o diferente, de experimentar o novo e realizar aquele sonho que todos ignoraram em 2008 e somente você guarda em seu coração, por mais simples e singelo que ele possa ser, mas que seja importante, imponente, marcante e totalmente conquistado tão-somente por você! Sim... meu amigo(a)... isso é totalmente possível! Basta você querer!

O interessante em viver intensamente o presente, cada instante de uma maneira saudável e totalmente produtiva para você é justamente delimitar o que é necessário para a sua vida ou não. Você, indiretamente, acaba descartando vários acontecimentos que achava realmente preponderantes e de rara importância que, com o passar do tempo, são totalmente descartáveis, que não o complementa ou ao menos faz sua personalidade crescer, aparecer e ser importante. Quantas e quantas vezes você pensou que precisava de uma coisa e realmente não precisava? Quantas horas perdidas na construção de determinado projeto totalmente inútil? Quanto tempo perdido... que vida vivida de lembranças e de passados... Quantos dias, meses e anos dedicados a um amor totalmente não correspondido? Quantas faltas de escolhas! Quantas banalidades! Quantas mentiras próprias e infindáveis, totalmente fúteis e passíveis de imutabilidades!
Descarte de si o inútil e os sentimentos impuros, que não carregam por si o sentimento de sua vida, de sua existência. O sentido e o porque sempre estiveram ai, guardados em seu coração. O grande problema é que descartamos nossa intuição, chave mestra que abre a porta justamente desse sentimento e das respostas que parecem não ter respostas para nós. A intuição é o que nos guia. Ela caminha como fator principal. Junto com a razão formam um par totalmente perfeito, como um encaixe e uma manobra já guiada e já traçada para cada um de nós! Sinta isso em seu coração este ano, mais do que os que já passaram e perceberás que possui uma força, uma estratégia de vida e uma maneira de sentir muito forte e intensa como nunca sentiu e viveu antes.

Viva os momentos presentes! Eles são tão importantes e passam tão rápido! Relembre o passado de forma natural e pelos momentos que o fizeram e fazem hoje feliz! Semeie diariamente o bom! Plante em cada segundo o que você gostaria que fizesse com você no hoje! A lei da ação e reação cuidará de cada pensamento seu, de cada momento e de cada triunfo. Nada será esquecido e nada está em vão. Tudo está conectado para um único propósito e um único objetivo. Cabe a você caminhar e traçar o seu, a sua vontade e sua benevolência na esperança, na fé a no crescimento próprio. De nada adianta este lindo caminhar, estas lindas horas que passamos acordados para afundarmos no desespero e na descrença. A sorte aparecerá a você, no momento certo e na hora certa. Tenha coragem e lute diariamente, porque a vida, caro amigo(a) é para aqueles que vivem e que sonham com o pé no chão, para a construção da esperança interna e do trabalho diário da cooperação mútua e da compaixão eterna!

Um grande abraço e bns ventos... sempre!

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2 comentários:

Felipette disse...

o mais interessante foi imaginar tudo isso que vc descreveu showwwwww
abracao

Adriana Gruli disse...

Que lindo essa sua auto analise da consciencia e a busca do bem e de melhoras a cada dia fazendo com que cada um que leia seus textos sinta uma energia muito positiva e forca para encontrar nos acontecimentos do dia a dia e na natureza a beleza da vida.