quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A 5ª Etapa do 19º Troféu Brasil...

Confesso para vocês que, para mim que este esporte não se trata de apenas de mais uma prova, mais uma competição, mais uma conquista. O Triathlon, como bem disse o grande amigo e parceiro William (o Budum), é um esporte para poucos, para uma casta do ramo esportivo que precisa ter, como de fato tem, uma vontade imensa de auto-superação. E esta foi a palavra que mais definiu esta primeira competição: se auto regular, se auto regrar, auto disciplinar, auto comandar para completar a tarefa.

O esporte para nós é visto como qualidade de vida e como fonte de preparação psicológica para os trancos do nosso dia-a-dia. Serve para recarregarmos a nossa fonte de energia diariamente, de forma saudável e sem ligações com o nosso mundo de negócios. Praticamos para nos aliviar das tensões, das preocupações mundanas. Costumo dizer que, quando realizamos o esporte de uma maneira saudável e equilibrada, entramos numa outra esfera psicológica que nos leva a mundos até então desconhecidos e mágicos.

O barato destas descobertas é a procura que existe no verdadeiro potencial que você guarda em seu coração, em seu corpo. Não existe pessoa que conheça a si, tão profundamente, ao ponto de estagnar na margem da vida e ficar olhando ela passar da maneira mais simples... mais calma... Por mais ‘parados’ que estamos, sempre trabalhamos com a nossa mente, com nossa alma. E é ela que nos impulsiona, dia-pós-dia, seja nos planejamentos, seja nos traçados ou nas conquistas de nossos sonhos.

O clima da prova foi maravilhoso, difícil de descrever para você, caro leitor. Existe uma miscigenação tão variada, de uma gama tão grande que somente vendo com seus próprios olhos para acreditar. O triathlon engloba três modalidades e, por si, encanta a vários e vários esportistas. Mas, como tudo na vida, existe um ponto em comum: o prazer, a amizade, a união e a vontade de completar a prova, seja em termos competitivos, seja em termos pessoais.

Não existe gosto, sabor, cheiro e tato melhor que o da descoberta diária. A mesmice e a estagnação nos levam ao contrário de nosso propósito, ou seja, se auto-descobrir. Somos fadados a isso desde nosso nascimento e esta é nossa obrigação: evolução. Não estou obrigando a você que comece a praticar vários esportes ao mesmo tempo, nem, ao menos a fazer o que não gosta. O objetivo disso tudo é demonstrar que sempre somos capazes de mais, de mostrar que cada um de nós é dotado de uma especialidade que carrega dentro de sí, uma força enorme que nos impulsiona ao nosso descobrimento, de forma contínua. Basta, para tanto, que você respeite o seu próprio tempo e descubra por sí só, o seu próprio caminho em conjunto com suas crenças e suas vontades momentâneas. Por isso é gostoso viver. Essa é a maravilha da vida. Esse é o propósito de tudo: a competição unicamente com você, e mais ninguém.

Naquela manhã de domingo, ao contrário do sábado, o dia estava muito agitado: tempo escuro com nuvens, muito vendo, marola e correnteza no mar prejudicaram, e muito, a natação. Fomos recompensados, porém na bicicleta e na corrida com um clima agradável, sem aquele sol escaldante da praia.

Para quem não conhece, a competição do Triathlon é dividida por IDADE e por CATEGORIAS. A Categoria ELITE AMADOR é composta de 1.500 metros de natação; 40 km de pedal e 10 km de corrida. Já a categoria AMADOR é composta de 750 metros de natação; 20 km de pedal e 5 km de corrida. Somente o NAOR participou da categoria ELITE AMADOR - 40 a 44 anos: 25 inscritos no total. Já eu, Raposo e Du participamos da categoria AMADOR - 25 a 29 anos: 35 inscrições no total.

Ganha, logicamente, quem fizer o MENOR tempo, em qualquer categoria. Independentemente dos tempos parciais (natação, pedal e corrida). Um pode ser "compensado" com o outro. Os resultados abaixo estão "englobados" com o período de transição (água - bike e bike - corrida).

Antes de tudo gostaria de agradecer a imensa força do pessoal do Adventure Beer (Joãozinho que ligou e se prontificou com as notícias), com toda a energia positiva de todos os amigos, com o Rogerinho que passou as dicas e emprestou (mas não usamos) o suporte de bike, e particularmente ao Julio na parte da natação. Ao Budum o agradecimento especial pela abertura ao esporte, pela paciência e pelas ajudas de transição, além do intenso incentivo para a prática do esporte. Meu muito obrigado, sem palavras! Não deixo de agradecer também ao Anão e amigos que realizaram as gravações e tiraram as fotos do evento. Obrigado pela força!

Vamos aos resultados!
CATEGORIA ELITE AMADOR
02 desistências = 23 inscritos completaram a prova somente (25 - 2 = 23)
Naor Falda
- Classificação por categoria: 22
- Classificação Geral: 164
- Tempo Total: 2:56:02.460
Parciais: Natação
- Tempo natação: 00:44:33.481
- Classificação categoria natação: 23
- Classificação geral na natação: 177
- Média natação: 2,97 minutos por 100 metros
Parciais: Pedal
- Tempo pedal: 00:01:16:15.020
- Classificação categoria pedal: 20
- Classificação geral no pedal: 141
- Média pedal: 31,48 km por hora
Parciais: Corrida
- Tempo corrida: 00:55:14.460
- Classificação categoria corrida: 19
- Classificação geral na corrida: 159
- Média corrida: 5,52 minutos por 1 km.

CATEGORIA AMADOR
01 desistências = 34 inscritos completaram a prova somente (35 - 1 = 34)
William Cesar Arantes Raposo
- Classificação por categoria: 15
- Classificação Geral: 102
- Tempo Total: 01:14:00.904
Parciais: Natação
- Tempo natação: 00:17:14.554
- Classificação categoria natação: 32
- Classificação geral na natação: 245
- Média natação: 2,30 minutos por 100 metros
Parciais: Pedal
- Tempo pedal: 00:35:17.347
- Classificação categoria pedal: 16
- Classificação geral no pedal: 78
- Média pedal: 34,01 km por hora
Parciais: Corrida
- Tempo corrida: 00:21:29.904
- Classificação categoria corrida: 13
- Classificação geral na corrida: 70
- Média corrida: 4,30 minutos por 1 km.

Udo Frederico Nali Matiello
- Classificação por categoria: 18
- Classificação Geral: 127
- Tempo Total: 01:15:59.209
Parciais: Natação
- Tempo natação: 00:15:52.786
- Classificação categoria natação: 27
- Classificação geral na natação: 198
- Média natação: 2,12 minutos por 100 metros
Parciais: Pedal
- Tempo pedal: 00:35:06.509
- Classificação categoria pedal: 15
- Classificação geral no pedal: 75
- Média natação: 34,19 km por hora
Parciais: Corrida
- Tempo corrida: 00:25:01.209
- Classificação categoria corrida: 26
- Classificação geral na corrida: 186
- Média corrida: 5,00 minutos por 1 km.

Eduardo Pinheiro Correia
- Classificação por categoria: 33
- Classificação Geral: 282
- Tempo Total: 01:32:30.154
Parciais: Natação
- Tempo natação: 00:19:22.818
- Classificação categoria natação: 33
- Classificação geral na natação: 282
- Média natação: 2,58 minutos por 100 metros
Parciais: Pedal
- Tempo pedal: 00:00:42:42.641
- Classificação categoria pedal: 33
- Classificação geral no pedal: 252
- Média natação: 28,10 km por hora
Parciais: Corrida
- Tempo corrida: 00:30:26.154
- Classificação categoria corrida: 34
- Classificação geral na corrida: 286
- Média corrida: 6,09 minutos por 1 km.


As fotos...
01. Veja todas as fotos e descrições no servidor do flickr, em alta resolução clicando AQUI ou em qualquer foto acima deste post.
02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.
Em breve o vídeo completo da trilha. Aguarde.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vídeo "Caminhando pelos trilhos"...

Como prometido, abaixo o curta-metragem da “Caminhada da Linha Férrea” que aconteceu no feriado do dia 02 de novembro de 2009, entre as cidades de Águas da Prata até a Cascata (divisa dos Estados de São Paulo com Minas Gerais). No total foram gravados 38 minutos de vídeo onde mostramos detalhadamente o caminho percorrido, as cenas e os pontos turísticos que presenciamos. Valeu e vale a pena assistir! Quer uma dica? Dê um ‘play’ e, logo em seguida um ‘pause’ e aguarde carregar o vídeo por completo, para assisti-lo sem interrupções. Para tela cheia, clique nas 'setinhas', localizado no lado da 'barra de volumes' do player. O post com as fotos tambem foi atualizado com a inserção deste vídeo. Outros vídeos podem serem vistos visitando o servidor 'vimeo', cujo endereço e link encontra-se do lado direito deste blog. Tenha um bom divertimento!


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Batizado...

Naquela tarde de sábado do dia 14 de novembro a família partiu para Campinas, no batizado de Felipe - (que Deus o ilumine em seus caminhos!!!) e, depois, passearam no Shopping Iguatemi, onde Victão posou para algumas fotos na estrutura de Natal.

As fotos...
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Caminhando pelos trilhos...

No feriado do dia 02 de novembro de 2009, Marcelo, eu e Geisa realizamos uma caminhada digna de ser chamada de ‘diferente’. Todo mundo acredita que o conceito de caminhada é apenas o usual: de caminhar sobre trilhas, sobre o asfalto, sobre avenidas específicas de nossa cidade ou ainda nas esteiras de academias que nos levam sempre para o mesmo lugar.

É fato que as cidades interioranas e centrais de nosso país foram cravadas pela história das ferrovias, que levavam as mercadorias e extraídos das cidades para portos, rumo à exportação. Hoje elas estão esquecidas no tempo e dificilmente são utilizadas como meio efetivo de transporte de passageiros. Lembro como se fosse ontem quando meu querido pai e mãe me levaram naquela estação de Águas da Prata, onde ainda existia um trenzinho bem pequeno, mas charmoso, que partia da “cidade das águas”, cruzava a serra da Mantiqueira beirando a pista, rumo a Poços de Caldas já no Estado de Minas Gerais.

Bons tempos.... ah... se foram! E hoje ela ainda continua lá, de pé, firme, porém esquecida: traços do envelhecimento dos tijolos, das pichações, do vandalismo, da displicência tornaram a estação de Águas da Prata e da Cascata como pontos turísticos sim, mas que poderiam servir como braços para o turismo da região que tanto é apreciada pelos aventureiros das cidades vizinhas.

E foi este o caminho escolhido por nós naquela segunda feira: saímos de Águas da Prata onde deixamos nosso carro estacionado e começamos a subir, as 06 horas da matina, a trilha do trem para a estação da Cascata. Para se der uma idéia de quantos dormentes nós pulamos, andamos e encravamos os pés, a estrada normal asfaltada que liga a cidade da Prata até a Cascata possui 13 quilômetros sendo 6 deles até a ponte pós-pedágio com subidas leves, descidas e retas e mais 7 só de subida até a divisa do Estado de São Paulo a Minas Gerais. Já pelo caminho do trem os 13 se tornam 25. Quase o dobro. E tudo por conta dos contornos, das idas e vindas de cada detalhe de cada montanha percorrida. Não existe percurso reto e íngreme. Tudo é suave: as curvas, as retas e as subidas. Mas para tudo existe um prêmio...

A vista para quem vai pela estrada é maravilhosa. Diga-se de passagem: estupenda. Do lado direito, em todos os momentos, é possível ver a cadeia montanhosa, o recorte que a linha do trem faz paralelo a rodovia e os picos mais altos conhecido como Pico da Bandeira e a Serra de Campos (estradinha que liga o bairro da Fonte Platina até a cidade da Cascata, via terra, para os amantes de moutain bike).

Mas pela linha do trem a vista que se têm é totalmente diferente, distinta pelos olhos humanos. Digo isso porque mesmo apreciando a beleza pela estrada, a vista é única, perceptível somente para aqueles que caminham: é possível ver os detalhes de cada vegetação pelas alturas, escutar o maravilhoso barulho das cachoeiras (que são muitas), visitar um antigo túnel, passear por corredores de arbustos, por pontes, sombra e muito sol. As barragens de cimento e as cachoeiras que se cruzam fazem de nós participantes totalmente ativos com a natureza. É uma mistura de civilização, de antiguidade, de charme, natureza e paz.

São palavras que deixo aqui para você, caro leitor, que permite ter somente uma idéia, bem rasa, fina e superficial do que nós passamos e sentimos naquele imenso caminho. Deixo para você o gostinho de “quero mais” que ficou encravada em nossa alma pela eternidade, transfigurada pelas fotos que tiramos. Por elas você verá os caminhos, os sofrimentos e as recompensas que tivemos. Por elas você verá que tudo o que fazemos, por mais simples que seja, é digno de valer sempre a pena. É pelas fotos que deixamos gravados um pouquinho de nosso sentimento, um pouquinho de nossa emoção. E queremos que você sinta isso, inevitavelmente, em sua vida! E queremos isso agora! O momento é o hoje!

E mesmo sabendo daquelas esquecidas estações abandonadas, nós, caminhantes pacientes, sentimos que elas sempre existirão por um motivo: para trazer passageiros anônimos, nômades e naturalistas, que preservam e valorizam o verdadeiro presente da natureza, dignos do conhecimento e da apreciação mais simples, da beleza natural que Deus nos deu.

As fotos e curta metragem...
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Em breve o vídeo completo da trilha. Aguarde.



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terça-feira, 2 de junho de 2009

Quando...

2009.06.02
Quando?
Até quando nos é necessário perceber quais os verdadeiros caminhos tomados para que façamos a diferença?
Quando é que buscamos cada vez mais a procura de algo suplementar, sublime, justamente porque nos intitulamos que não estamos satisfeitos com o pouco que temos?
Quando?
Até quando temos que parar para perceber que somos especiais pela nossa natureza?
Até quando somos fadados as afirmativas que os outros nos digam, sem sabermos quem verdadeiramente somos?
Quando será necessário realizamos a cada dia algo de verdadeiramente importante para nós para que possamos, em tempos futuros, ver as plantas crescerem?
Quando é a hora do momento certo? Quando percebemos o insight para o grande significado de nossa existência?
Quando é que você possuiu grandes personalidades, grandes pessoas e grande número de amizades mas somente uma foi o suficiente para olhar para você e dizer o quão extraordinário és?
Quando foi a última vez que choramos? Que imploramos?
Quando sentimos e abrimos nossos corações para algo verdadeiramente bom e nos fez sentirmos totalmente comovidos, totalmente entregues à força chamada amor?
Quando foi o amor bateu em sua porta?
Quando foi o seu primeiro beijo, seu primeiro emprego, seu primeiro sorriso, tombo, grito, medo, apuro, distância, frustração, auto-conhecimento e auto piedade?
Quando foi a última vez que você olhou no espelho e realmente se viu?
Quando foi a última vez que você disse um verdadeiro obrigado a um grande amigo?
Quando foi a última vez que você rezou para sua família e agradeceu pelos momentos vividos até então?
E sua risada? Diga-me em voz alta quando você gargalhou de encher os olhos de lágrimas, de doer a barriga, se sentir a sua nuca contrair-se de uma forma inesquecível?
Quando te perguntaram o porquê de estar aqui hoje?
Quando perguntaram e te ricochetearam com o seu propósito?
Suspire em vozes serenas em meu ouvido, o quando foi que você se sentiu verdadeiramente vivo? O quando você escutou a sua respiração, sentiu o poder do sol, a grandiosidade energética da lua e da valorização da palavra sorte em sua vida?
Quando foi? Onde foi? Porque foi?
Quando você cometeu o último ato de loucura jamais justificável para alguém totalmente normal?
Quando foi?

Dica1: veja a galeria de imagens, no topo da página do lado direito, título "Galeria de fotos Flickr", clicando nos respectivos links de seu gosto (em especial "Principal Albuns" e "Principal Coleções").
Dica2: veja a galeria de vídeos, no topo da página do lado direito, título "Galeria de vídeos Vimeo", ou ainda filtre as postagens de vídeo na seção "Marcadores", clicando em "Vídeos".