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sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Recomeço...

“Não sois como uma simples pétala a receber o mais puro raio solar
És a manifestação da vida, a guerreira, a formosura
Que extraem pelas raízes os alimentos necessários para esbanjar sua fúria pelo espaço
Demonstrando ao mundo sua beleza e grandiosidade.

És o sinônimo do Astro Rei, em sua mais simples forma
Uma integração simples dos três essenciais elementos
Que unidos refletem a integração de nosso ser com a mãe natureza
És a identificação
A origem
O começo
O gérmen
O fruto
A renovação e a imortalidade.

És a inspiração de um instante
A escarnação da emoção
És a possibilidade e a prova diária da luz, paz e humildade
A comunhão das nuvens sublimes
Que banham diariamente através dos ventos
As almas dos seres terrenos
Para uma eterna benção
Para uma nova redenção
Uma renovação
Um novo recomeço”

As fotos...
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02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Porque não...

Dia 04.11.2008.
Não fique triste por uma onda que cobriu seus sonhos ou tirou de vez a luz de sua esperança.

Lembre-se que tudo na vida é passageiro e enquanto uma tira outra trará uma recordação ou um acontecimento totalmente novo, limpo e cristalino para sua alma.
Dentre estes acontecimentos está o de darmos importância do fato somente quando estamos vivenciando aquilo, quando estamos sozinhos no tempo, no espaço e vivendo no limite de cada um de nós.

O importante é sentir-se VIVO em cada segundo que nos é dado. É fazermos a diferença, pelo mínimo que esta seja para muitos, mas significativos demais para outrem. O que importa é a luz que carrega em seu coração que trará os frutos que plantou a muito tempo atrás, que faz de você a pessoa que é hoje! Todos os dias, uma mesma pergunta entra em cena antes do dia começar:

“- O que você realmente está realizando com os minutos que lhe é dado?”

Tratar sempre os amigos com carinho, viver de bem com a vida, sorrir, ser educado, ser verdadeiro, humilde e simples são chaves para o sucesso sim. Mas a raiz, o cerne, o começo que carrega em sua alma é a chave para o começo das mudanças que efetivamente quer na vida. Sempre nos é mostrado os caminhos a seguir, porém, quem caminha é tão somente você. Opções! As opiniões nos são dadas diariamente e até mesmo mostradas de uma maneira totalmente aberta. Testá-las depende unicamente de nós. Escolhas! E porque não experimentar o novo? Tentativas!

Sim... descobri que a importância dos verdadeiros amigos, dos familiares é que justamente eles sabem disso: do limite de cada um, do respeito dos passos de cada um, do que cada um está vivendo naquele exato momento, de que realmente sabem e sentem não somente com o coração equilibrado com a razão, mas que nos entendem por um simples olhar e nada mais.

A diferença está ai! Está estampada em nossos olhos, diariamente! Não se perca no tempo, não... Não agora, não neste momento de sua vida. É tão bom e tão fácil! Porque não tentar? Porque?

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sábado, 11 de outubro de 2008

O primeiro sentido...

Dia 11.10.2008. O primeiro sentido não está listado nos demais que todos nós, no ponto de vista biológico, científico e cognitivo, estamos cansados de saber. Não se trata de uma hierarquia de percepções, muito menos de testes e comprovações que sempre buscamos em nossa vida. O primeiro sentido não esta visível aos olhos dos seres humanos. Somos limitados, aliás, limitadíssimos em queremos apalpar o intocável em sermos muito ambiciosos ao ponto de termos aquilo que realmente não precisamos. Aliás, acho que o primeiro sentido é justamente a justificativa dos demais. É o contraste. É o cerne, a raiz, a sistematização de tudo... foi o primeiro sentido que me fez caminhar pelas ruas do bairro onde moro. Foi o primeiro sentido que, todo descabelado, sem camiseta, calçando apenas um chinelo preto, simples, me fez olhar para fora do portão. Foi este sentido que sem ao menos tomar um café, um copo de água me motivou para rever meu passado, a respirar o ar das plantas colhidas e ver o reflexo do antigo no meu mundo atual.

Agora imagem você a cena: um homem, abarrotado de colares no pescoço, com uma câmera fotográfica pendurada, com aquele cabelo grande, alto e desarrumado, sem camiseta e vestindo tão somente um chinelo preto e uma bermuda. O sol resolveu aparecer. Calor. 12:56 da manhã. Sem vento algum! E este homem descendo uma rua, um pouco íngreme, guiado somente por seu instinto e nada mais. Imagine este homem sem propósito algum, sem idéia alguma, sem comunicação alguma. Imagine ele, seco, desnutrido de idéias vagando naquela rua sob aquele calor imenso. Imagine... e pergunte: porque?

Foi quando me deparei que estava perto de uma esquina do Bairro Parque Colinas da Mantiqueira, aqui mesmo em São João da Boa Vista. Uma rua que interligava justamente o meu passado ao presente. Não havia asfalto naquela época, não existia este aglomerado de casas. Somente 3 ou 4, no máximo! Tinha poucos amigos, mas poucos que perpetuam até hoje. Tínhamos a natureza! Tínhamos estrada de terra, barro, plantações, mato, e o nosso querido Rio Jaguari. A CIPREJIM, uma instituição na qual preserva e mantém a natureza com seu viveiro de árvores da Bacia do Rio Jaguari Mirim, também estava lá. Sentei naquela esquina... olhei para cima e vi casas, prédios, ruas, carros, avenida... Em contra-partida olhei para baixo: escutei um barulho de água, um beco, uma porteira. A civilização ou uma visita ao passado? Pensei... Sentado na beira da calçada, vi flores, vi uma abelha, vi meu primeiro sentido, me guiando, me cutucando... Rosa, amarelo, verde, roxo, vermelho. Tudo me chamava! Tudo estava ali! Bastava pouco para o muito. Bastava um caminhar.. e aconteceu. De repente uma força, um puxão, e a conseqüência: desci para o encontro do acaso.

Meu primeiro sentido me disse que desde ocomeço deminha vida esta região sempre foi única. Me falou através da mente e do coração que o mínimo poderia ser sim tocável! Ainda me lembro bem desta rua como se fosse e de fato foi, uma das melhores épocas de minha vida! Quando somos crianças guardamos na memória o que não nos afetava, o que não nos atingia no âmago e sempre tínhamos uma energia para fazer tudo e em um pouco espaço de tempo que realmente não sei como descrever. Vi aquela rua perto do Rio Jaguari Mirim como uma memória boa: bicicletas, pique – esconde, corridas... Nestes mesmos bancos que hoje estão cercados de árvores costumávamos criar uma casa de bambu, no meio da mata que servia de ponto de encontro dos amigos. Costumávamos sempre fazer isso: trabalhar com o que a natureza nos deu e que não tínhamos consciência do que isso significaria para nós naquele tempo! Somente me dei conta do que esta fase significou para mim hoje, quando sentei neste banco e fiquei olhando o pouco que restou daquela linda natureza... Um aperto. Um nó imenso, inigualável se instalou em meu coração. Vi barragens, vi cercas, vi destruição. Onde estava aquele coqueiro, a árvore que marcava a entrada da trilha? Onde?

Fui atrevido sim na situação que estava, mas não me restou outra opção. Praticamente descalço entrei na pequena trilha onde passa praticamente um carro hoje. Vi uma única árvore com uma bela sombra. Esbanjando beleza registrei-a e senti quando passei ao seu lado um certo alívio que me impulsionou a ir mais adiante, mais para dentro daquilo tudo... Já eram quase duas horas da tarde. Nem mesmo café tinha tomado! Sem deixar notícia para ninguém, celular em casa, bilhete em branco, nenhuma mísera mensagem, segui andando no meio da mata. Vi uma trilha para esquerda ao lado da cerca da CIPREJIM. Virei e parei bem rente ao muro. O calor que antes estava me atingido foi acalmado pela sombra da pequena floresta e pela música que saía lá de baixo, em um pequeno vale na qual passa o Rio Jaguari Mirim. Ele me chamava... ele estava falando comigo... e fui atendê-lo.

Pouco mais de 7 minutos descendo a mata avisei as águas. Sentei no barranco. Pensei, respirei e abri os olhos novamente e o que vira foi uma imagem triste e inigualável. Já do outro lado avistei uma bomba de água, sugando as entranhas do rio para alimentar uma pequena plantação de sustento próprio. As pedras que antigamente usávamos para fazer nosso piquenique aos sábados quando subíamos o rio desde o começo não existiam mais. A barragem natural do rio era estampada apenas por um calhamaço de bambus que faziam uma sombra... algumas árvores, algumas vegetações... tudo muito sem sal, tudo muito triste, escuro e vazio. A foto, um pouco embaçada que consegui tirar de uma das veias do coração do Rio ainda demonstra sua claridade, sua calmaria e suas origens. Ainda demonstra o que restou da conseqüência humana. Mas também percebi que não era somente águas que desciam para o centro da cidade... eram lágrimas do primeiro sentido que desviavam seu curso natural para um apelo, para uma súplica e para um apelo final: preservação, retribuição, concientização. Um pouco mais de zoom na água... um pouco mais... e restou somente um preto, um manchado azulado e uma tonalidade que era justamente isso: o reflexo das águas, a penúria da floresta triste e o contraste das pequenas árvores da região que me olhavam, me tocavam e disseram para mim: "- Fique, mas fique para sempre!"

Vou sempre sentir saudade daqueles velhos tempos. Sempre! Não existe uma razão para arrancar isso de mim. Aliás, o primeiro sentido abriu meus olhos justamente para isso para o valor do antes e o reflexo no agora, no que devo fazer ou não de minha vida ao ponto de querer o inigualável e esperar o casual. Caminhando na Rua Romeu Nhola onde antigamente andava com o meu pequeno patinete motorizado, vi a ferrugem de meu passado indo embora com o tempo, como a natureza no decurso natural da velhice já cravada em meu coração. Vi subindo um pequeno sorveteiro caminhando, apertando a sua buzina, descendo a ladeira enquanto aquele rio que sempre me marcou estava em minhas costas. No meio da rua parei. Avistei o sorveteiro. Vi a floresta no fundo ao seu encontro. Fechei meus olhos. Apertei o botão de minha máquina e disse para meu primeiro sentido: “- Acalme-se! Você não está sozinho. Nunca esteve, pois ainda existem seres bons aqui na terra. Ainda existem pessoas que se importam e vão ao seu encontro. Ainda existe a sensibilidade do saber e a vontade de mudar. A solidão abre outras portas. Abre os olhos do sentido e faz perceber justamente isso: que o seu coração é a sua percepção principal. Que tu és o que tem que ser naquele exato momento para um único fim. Que o objetivo principal é a percepção, ao tempo de cada um, de que podemos sim ver o invisível, sentir o intocável, amar o mínimo, contentar com pouco e encontrar o seu sentido através da sua própria intuição, bússola própria dos seres humanos que caminham para a evolução. Você não está só... você nunca esteve só... nunca...”

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O mamão...

Dia 06.10.2008: Fim de tarde. Com um grito imenso, acabei acordando neste último sábado! Um grito que surgia de minha cabeça como um “fade”, uma voz crescente, chegando aos poucos em meus tímpanos, despertando-me. Era uma voz suave. Era uma brisa. Era um vento. Aos poucos levantei. Sentei na beira de minha cama. Olhei aos lados. Espreguicei-me. Cambaleando fui para a cozinha. Um mamão olhou para mim. Estava cortado, em pedaços... Sementes esparramadas... sementes, apenas sementes. Olhei a hora. Meio dia. Já era tarde. Minha manhã passou rapidamente e por um motivo justo: caminhamos, eu e Marquinhos, em plena sexta feira as 23:30 da noite na Serra da Paulista. Sim! Pegamos nossas bicicletas e subimos os 18 quilômetros de serra da paulista, rumo a São Roque da Fartura. Fantástico! Emocionante! Um caminho solitário e um momento de muita, mas muita privacidade. Fomos tachados de loucos, insanos, por amigos que encontramos ao longo da estrada. “– Vocês estão animados hum?” Escutamos de um grupo de amigos, parados com seus carros na serra do Deus me Livre. “- Loucos” pensaram eles! “- Totalmente retardados!”, imaginaram.

Eram pouco mais de 1:15 quando chegamos em São Roque da Fartura: nenhuma alma. Nenhum bar. Nem o único posto, aberto. Luzes... postes, muitos postes nos protegendo, com uma cor de ferrugem no ar... Apenas ruas desertas, geladas, ríspidas e nosso pensamento no ar. Exercício sim, mas descansamos nosso psicológico. Apenas um farolete nos acompanhou, alimentado por 3 pilhas AAA que iluminava nosso pequeno caminho. A noite estava maravilhosa! Linda! Nuvens de estrelas no céu. Nem frio, nem calor. Somente perfeita.

Uma e quinze e avistamos, após uma bela subida, a Cascata, bem na divisa do Estado de São Paulo com Minas Gerais. Paramos para colocar nossa proteção, uma capa, para descer a serra e proteger do frio. Sete quilômetros de descida, mais cinco até Águas da Prata. Marquinhos definitivamente colocou um belo pedaço de papelão no peito. Descemos. Poucos carros e pouco movimento. Apenas vimos o contorno da bela serra ao nosso redor. As zebras da estrada estavam fracas, marcadas pelo silêncio e a música dos ventos que passavam por nossas cabeças. Águas da Prata às 2:20 e São João as 2:40. No total, 61 km em 3:10 de pedal. Sim: somos loucos! E repeti para mim mesmo, após um belo banho: “- Ainda bem!”

Claro! Bem merecido o acordar ao meio dia! E a tarde foi fantástica! Coqueiro Torto com o pessoal do Adventure Beer (vejam as fotos clicando aqui). Mais trinta e três quilômetros andados na serra da Fonte Platina, um pequeno bairro cercado por montanhas de Águas da Prata. A cachoeira definitivamente sugou as energias ruins que estavam impregnadas em meu corpo. Estava precisando daquilo, daquela paz, da amizade, da natureza, da cachoeira, de tudo...

Às vezes me pergunto se existe a possibilidade da razão humana explicar os sentidos que passamos em nossa vida. Tentar expressar através de letras e frases aquilo que vivenciamos deixando uma marca para as pessoas queridas que estão ao nosso redor. Tentar explicar o que realmente estamos vendo, o que queremos, o que passamos e compartilhamos. E, além de tudo isso, ter a razão concreta de que valeu a pena fazer o que fizemos, fazemos e ainda vamos fazer! Aliás, de que adianta a empolgação ser contada por um, se não vivenciamos aquilo? Quantas e quantas vezes contamos com empolgação necessária de nossos corações e isto ainda não foi necessário? O que temos que realmente fazer por nós para provarmos que somos capazes de sermos aquilo que sempre sonhamos? Será que você está fazendo hoje o que realmente queria?

O mamão olhou para mim novamente... cortei mais uma rodela, mais um naco... sentei no sofá, olhei o abajur. Ao meio dia, ainda estava aceso... Onde diabos estavam todos? Onde? Olhei para os retratos... e descobri: descobri que não é necessário nesta vida o teste de provas! Nada é justificado por marcações, por pontos, por dogmas, por regras. A sociedade nunca se importou com seus sonhos, porque para ela o capitalismo é de suma importância. O dinheiro, as matérias as compras, os bens. Para a globalização não existe outro fator senão este: evolução patrimonial. Para nós, seres humanos trata-se de uma regra distinta: de evolução pessoal, espiritual, psíquica e de caráter.

Moedas não compram isso. Dinheiro e bens não ajudam neste tipo de crescimento pois vão contra a um princípio fundamental do ser humano: o desapego. Somente damos real importância naquilo que realmente nos faz diferença quando justamente perdemos! Ironias a parte, o aprendizado é assim: somente se desfruta o doce depois de provar o amargo. Poderia ser diferente, mas a regra da humanidade estabeleceu-se, cravou-se influenciada em nossa história em nossos próprios dilemas... únicos e pessoais.

Minha cadeira e eu. Minha forma de pensamento e eu. Regras? Dogmas? Pensamentos? Sociedade? Meu mamão... as sementes... olhei para a última colherada, fechei meus olhos... memórias do pedal noturno... memórias da cachoeira... memórias... Olhei para mim, levantei do sofá e disse: “- Ainda bem que não sou mais um. Ainda bem que sou louco!”

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um gigante pequeno...

Dia 03.10.2008: O gigante vivia em um mundo totalmente diferente do nosso: tudo era proporcional ao seu tamanho: ruas grandes, carros imensos, casas enormes... tudo que estava ao seu redor era, por si só, um item que lhe proporcionava sua satisfação pessoal, e nada mais! Tinha de tudo e conseguia com o seu tamanho: as melhores façanhas, os melhores desejos, as melhores posições profissionais. Ajudava a enxergar tudo e a todos ao mesmo tempo. Adquiriu confiança. Foi para cima. Teve sucesso! Mas, nunca se sentia satisfeito. Sempre buscava mais e mais de si. Limites? Palavra inexistente em seu vocabulário. De tanto olhar para frente, para o futuro, para o seu ego, para seu eu interior, para seu mísero umbigo, acabou por esquecer de olhar no que lhe sustentava: a fé. As vezes, para ele, a fé era justificada pelas meras conseqüências de suas próprias ações, de suas conquistas, de suas persistências materiais. Carregava dentro de si um ar pesado de mediocridade que, confesso, lhe deixava no high society de sua comunidade. E isso lhe satisfazia. E isso lhe consumia.

Na mesma proporção, após muitas conquistas, após muitos desejos, sentiu-se ferido pela ausência, pelo vazio, quando olhou em sua terna mente tudo o que tinha conseguido e plantado. Não possuía ninguém. Absolutamente nenhuma alma. Estava solitário em um quarto gigante, esparramado em sua cama suas conquistas, porém nenhuma justifica o seu “porque”, a sua malícia, o seu desejo e vontade de ter conquistado aquilo que realmente queria na vida. Sentia-se perdido. Sentia-se atordoado. Lágrimas imensas saíram de seus olhos amenos, derrubados pelo seu egocentrismo.

Decidiu então, medido pela sua incapacidade moral e psíquica de conseguir reverter algo neste exato momento de sua vida, mudar de planos, mudar de contexto. Decidiu olhar para baixo, se reerguer pelo justo, pelo até então não visto. Saiu, caminhou, pensou. Em sua frente, olhou uma pequena mangueira, plantada, do tamanho de seus pés. Viu que nela estavam pendurados pequenos cachos, pequenas frutas, ainda verdes. Não acreditou. Desmoronou-se. Piscou.... fechou os olhos, e tornou a abri-los novamente, totalmente embaçados pelas lágrimas derramadas... agachou...

Estendeu seus finos compridos dedos em uma das folhas. Olhou novamente. Em um de seus bolsos encontrava uma lupa. Fitou-a. Segurou firme com a outra mão e observou a folha. Tão pequena. Tão simples. Tão ela. Não pode acreditar nas ranhuras, nos vasos que a cortava e que serviam de caminho para o transporte de energia, de água, de vida. Seu mundo gigante se transformou.

O sol batia em seus olhos, já eram 5:47 da tarde. Mais um dia percorreu seus braços. Percebeu que sua origem era aquilo: o minúsculo. Percebeu que de sua vida, nada adiantara as conquistas materiais, fúteis e enganosas, que trouxeram prazer somente por um curto espaço de tempo. Lembrou de sua família, dos abraços, das risadas. Amigos. Pessoas que complementaram por um longo tempo de sua vida e agora estavam perdidas no vazio terreno de seu esquecimento. Onde elas estariam? Onde poderia encontrá-las para abraçá-las? Onde? Pensou para si: eu sou o mínimo. Eu sou isso, e nada mais!

Pegou sua luva, guardou em seu bolso. Entrou no quarto e de subido, enrolou seus bens em uma enorme roupa de cama. Deu um nó. Fechou as portas. Desapareceu...

Cansei de ser gigante... cansei de ser grande... cansei... quero o inesperado! Quero a novidade! Quero ser torturado pelo novo! Quero! Desejo! Sonho! E preciso disso... preciso, agora...

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Galhos x fios...

Dia 28.09.2008. Tarde: A brisa leve, como ventos e bolhas de calor que sobem no dia-a-dia. O fim de domingo sempre é marcado por sentimentos estranhos... um ar de mistério e de impaciência em nós para o começo de mais uma semana, de mais uma segunda-feira... É como se no embaço, na neblina, estivesse ainda a luz do dia para fazermos algo de útil. É como duas pequenas maritacas sobrevivendo à industrialização e ao pó da mediocridade humana. Mas espere! Um momento de sua atenção! Somente um momento! Pois a exteriorização de algo importante ainda está por vir; algo de surpreendente acontece em nossa região!

Os fios de eletricidade estão definitivamente tomando conta dos velhos e naturais galhos para nossas aves! Onde poderíamos encontrar aves senão nas copas das árvores, em seu ambiente natural? Onde mais poderíamos sentir o ar fresco da manhã, daquela brisa leve que paira na atmosfera dizendo que ainda existe uma razão e um motivo para cuidarmos de nós mesmos? Onde podemos ainda escutar o canto de pássaros em vez do zumbido de transformadores, de timers e de geradores de energia elétrica? Onde?

Que saudade dos tempos em que a Mantiqueira ainda não tinha asfalto: dos tempos que caminhávamos nas trilhas naturais em que colhíamos todos os finais de semana frutas, laranjas, amoras diretamente dos pés em nossa querida e velha Avenida Durval Nicolau. Quem não se lembra da velha porteira? Quem nunca a pulou e seguiu os passos até o Bairro Alegre pelas trilhas e pela mina que cortava as “entre-montanhas”? Que saudade da estrada de terra!

No mínimo nos resta reparar! E reparar no sentido literal! Vamos concertar os defeitos que nós mesmos, seres humanos, criamos. Vamos re-criar o destruído! E não se trata apenas da ação, trata de uma questão história, religiosa, cultural e humana que habita em cada um de nós, desde um simples jogar de papel de bala ao chão, uma bituca de cigarro, um saco de plástico de supermercado, um chiclete... tantos, mas tantos fatores que podem fazer diferença! Se cada um sanjoanese jogar um papel de bala no chão, são 80.000 pedaços! 80.000 que os pequenos e ilustres garis vão recolher, fazendo o serviço limpo da sujeira que você mesmo plantou!

Aborrece-me e muito pessoas que pensam que o simples não ocasiona diferença. Atordoa-me o coração saber daqueles que não prezam pelo simples! Ignorantes... tão somente ignorantes! Antes fossem burros, que não sabem o que estão fazendo ou falando; mas pensar que sabe e fazer o oposto é ignorância, e isto, é pior!

Vamos aguar! Vamos regar a flor da esperança e as mudas como se fossem e deveriam ter sido, desde o começo: nossas crianças! Vamos prezar o sol, como se fosse nosso Deus! Vamos ser amigos, vamos ter muitas famílias cada vez mais confiáveis e definitivamente compartilhantes! Vamos prezar a árvore, no pé da montanha, sendo iluminada por nós. Vamos abrir os olhos e perceber que não estamos sozinhos, mas caminhando sempre na mesma direção: do crescimento.

As fotos foram tiradas com o grupo Adventure Beer, na Pedra Balão de São João da Boa Vista, Estado de São Paulo, um refúgio de beleza natural, paz e harmonia com Deus, a poucos quilometros da cidade, onde ainda é preservado um pouco da natureza da região. As plantas e as mudas também foram plantadas lá, pelos integrantes do grupo no dia da árvore.

Faça sua parte: preserve a natureza, sempre!

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Taças e casamento...

Dia 27.09.2008. Noite: "Tim tim"! Um brinde aos novo grande casal Érika e Hugo, que enlaçaram seus votos de paz, amor e fraternidade para todo o sempre neste último dia 27 na Fazenda Retiro em São João da Boa Vista, Estado de São Paulo (estrada de São João a Santo Antonio do Jardim). Não trata-se apenas de taças, vinhos e festança.


Trata-se na comemoração única do casal, abençoado pelos padrinhos na qual depositam a fé e o amor sobre eles. Como de costume, o lugar é maravilhoso e esbanja
muita natureza, paisagismo, conforto e simplicidade.


Que a felicidade reine sobre vocês sempre, banhada pelas doses de paciência, de sentimento recíproco, de complemento, comprometimento e astúcia, virtudes estas que estão presentes na forma natural de cada um e se concretiza pela vivência conjunta, pela abertura de sentimentos e respeito mútuo entre o casal.


Casal é complemento. Casar é reunir os sentimentos de bondade. É a materialização do amor pela pessoa escolhida. É ser aquilo que sempre quis, naquilo que sempre pediu. É se tornar feliz não somente naquele momento, mas repassar esta vontade para todo um sempre, abraçando os momentos felizes e os tristes, mas tratando ambos como forma de crescimento e sustentando cada vez mais a base que se chama amor.


Para as fotos completas do evento, clique aqui.


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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Orquídea no almoço, sol na janta...

Dia 24.09.2008. Fim de tarde: nesta quarta-feira, depois de um dia intenso de trabalho resolvi pegar minha jaqueta, montar em minha pequena moto e subir a serra da paulista, nos 50 a 60 km/h. Quem mora na região já sabe bem o que estou dizendo ao apreciar uma bela vista, uma sensação de paz, uma alegria imensa , o ar puro e o contato com a natureza. Pessoas de outras cidades que vem à região de São João ficam espantados pela localização da cidade e se sentem honrados com a limpeza do ar e os belos lugares para visitar.

Existem pontos nesta estrada (que liga São João da Boa Vista a São Roque da Fartura - 20 km +/-) fantásticos com cachoeiras e vistas paradisíacas. Você começa a notar diferença nos primeiros 10 km rodados, quando começa a sent
ir uma nova atmosfera reinando ao seu lado e começa levemente a subir no pé da serra. E foi neste pé de serra, aos 10 km, que tirei a primeira foto, como se raízes subissem aos céus, em um contraste maravilhoso com o sol se pondo.

Após mais 3 km de subida, passando o mirante da Jabuticabeira (sim, há uma jabuticabeira lá) com uma subida íngreme, passei o melhor momento do dia sentindo a energia poderosa do sol, como se me envolvesse por inteiro, me saudando e benzendo do dia que passou. Observa-se no contraste da montanha paralela, o vale que se forma entre as serras e a estrada em que estava, como se estivesse espremido de todos os lados pela natureza.

E voltando para a terrinha de São João, parei novamente no topo da primeira subida íngreme da serra (moradores da região conhecem este ponto como sendo a que a montanha "leva" sozinho seu carro para cima, pelo efeito do magnetismo proporcionado nesta região) e finalizei meu processo de meditação e relaxamento com o sol se pondo no horizonte, com um belíssimo zoom e contraste, como se o mesmo queimasse a tudo e a todos, espantando as energias ruins de toda a região. É um espetáculo que dura poucos minutos, mas de grande intensidade. Simplesmente: fantástico!


Dia 24.09.2008. Meio dia: caminhando para o almoço, em um dos pilares de sustentação da varanda, lá estava ela: grande, majestosa e bom sua beleza exposta. A orquídea tem um formato belíssimo, como pétalas em ondas, tonalidades intensas em degrade que surpreendem qualquer um.

O roxo, o amarelo e o branco...

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O espinho e a miragem...

Dia 21.09.2008. Tarde: imagine a cena. Um banco de bar, uma piscina, você sentado somente com o silêncio e observando a presa atacar. Bananas, mamão e um ninho vermelho são atrativos para eles. No momento em que é flagrado engolindo o último pedaço de comida, o sargaço (Thraupis sayaca) é capturado. Como se estivesse descansando, olhando para o horizonte, imaginando a sua próxima tarefa...

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Dia 21.09.2008. Tarde: alguns grupos de plantas se tornaram especialistas em viver nas regiões secas, entre os quais estão os cactos – plantas da Família das Cactáceas. Mesmo atravessando longos períodos sem chuvas, eles conseguem permanecer verdes e vigorosos. No detalhe, uma ramificação do cacto e sua defesa natural de espinhos...

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O contraste...

Dia 18.09.2008. Fim de tarde: no mesmo dia do início da primavera, no fim de tarde quando estava escurecendo, uma flor de 1,00 cm² estava em um canteiro lateral, bem escondida de todos e tudo. Adicionado um flash e utilizando a própria proteção de lentes da máquina fotográfica, registrei um dos melhores momentos do dia.

A intensidade do contraste nas folhas, a tonalidade dos verdes, o foco, a pequena flor branca, deram um ar de naturalidade, mistério e ao mesmo tempo, de surpresa!

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A quase primavera...

Dia 18.09.2008. Meio dia: a primavera está chegando... e em alguns lugares já começou a flora das famosas orquídeas. Na segunda semana de setembro de 2008 elas já começaram a aparecer com toda intensidade de suas cores em meu jardim. E não pude deixar de registrar sua beleza!

Confesso que o bom de fotografar as flores é justamente isso: poder focalizar, apreciar e com calma registrar os detalhes da flor principal e suas adjacentes... Brincar com a tonalidade de cores, brilho e contraste é uma das muitas qualidades que se pode perceber na maravilha e perfeição de suas formas...

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