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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O acaso...

Dia 16.10.2008.
“Você, que está sozinha ao acaso,
não se preocupa com os males terrenos.
Apenas, olha serenamente, a todos nós.
Deposita seu poder através de sua luz
Deixa-nos extasiados com tanta beleza
Simplicidade é a palavra chave


Que demonstra quem tu és, tua função, tua magnitude!
É impossível não derramarmos sobre ti uma parcela de inveja
De saber que esta ai, tão distante.
Ao ponto de fecharmos os dedos, taparmos um olho e observar que cabe aqui, nas entranhas do mínimo.
Tu não sabes, rainha, mas és bela!
O que deseja e o que quero de ti é tão somente isso
Que me ilumine
Que me traga paz


Que assopre sobre mim esta tranqüilidade
Este silêncio seja recíproco
Que os males terrenos fiquem distantes de ti
Mas que essa distancia entre nós
Seja apenas uma metáfora, uma analogia
Do saber, querer e do amar.”



Dica: veja a galeria de imagens, no topo da página do lado direito, título "Flickr - Minha galeria de fotos", clicando nos respectivos links de seu gosto.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Senhor e a política...

Dia 08.10.2008: Noite. Abram os olhos, jovens pensantes! Sentai! Escutai-vos ao menos as vozes dos sábios, poucos e únicos existentes senhores desta terra. Senhores feudais que cultivavam suas terras, seus pensamentos e sua história ao longo do tempo e que, agora, estão diante de ti! Dignificai-vos com a beleza da velhice, da experiência e da plenitude serena dos idosos, e prestem atenção aos seus pensamentos, pois estes os pensamentos colhidos, são os frutos do passado!

“- Quem és tu, detentor de tanta sabedoria? Que tu pensa que és?” indagou um pequeno jovem ao senhor, sentado na praça lendo o seu diário, como um dia ordinário. “- Eu, meu filho... eu sou o acaso. Eu sou o nada que para você pode ser muito. Eu, jovem, sou aquilo que tu não és, mas deseja ser. Sou seu pensamento. Sou seu futuro. Sou seu agora!” respondeu o Senhor.

Indignado com a resposta, o pequeno ambulante, replicou: “- Imagine quanta audácia estes seus dizeres, estas suas palavras! Títulos e mais títulos possuo! Cargo e função respeitada! Estudei e estudo nas melhores e mais dignas escolas de aprendizado! Sou culto! Leio, fuço! Cutuco e acho! Tento! Não fico parado no tempo à procura de memórias e pensamentos enterrados ao mero ao desdém, ao acaso! Sou o instinto, sou o pensamento voador! Sou a globalização, sugando os fracos e os desmerecidos. Sou a curiosidade que abre os olhos dos vincendos! Eu sou! Levante e faça algo de útil! Somos o que somos hoje pelo que tu foi ontem! Pelas decisões tomadas em seu passado! Não reconhece nem ao menos, isto?”

E escutando àquelas esdrúxulas palavras que simplesmente eram “guspidas” pela boca e língua úmidas daquele jovem insensato e hipócrita, o velho Senhor pois a pensar no que tinha vivido, no que era e no que é o mundo hoje. Viveu e sentiu que aqui no Brasil existiram vários fatores históricos e coloniais, encravados no berço de nossa civilização, que é diretamente influenciado na cultura brasileira atual. Percebeu que o povo brasileiro é hoje justamente pela não mudança daqueles velhos fatores. Percebeu a ociosidade, as atitudes não voltadas para a revolução, nem para a anarquia, mas sim ao comodismo, a mesmice e ao conformismo próprio e absoluto. Percebeu ainda que não havia mais coligações e interesses mútuos, antes preservados como fatores essenciais para o crescimento cultural da nação. Percebeu que aqueles partidos políticos, que governadores, presidentes, prefeitos, governadores, senadores, todos eleitos pelo próprio povo e antes diretamente impugnados por eles, não existia mais. Eram somente fantoches, marionetes e bonecos que elegemos tão somente para cumprir um cargo, uma função e uma promessa de um sonho dito de boca para fora.

Percebeu que a indignação daquele jovem, daquelas histórias e das palavras que acabou de escutar, fossem a concretização daquela velha situação arcaica, enraizada naqueles tempos de União de Estudantes Brasileiros (UNE) das caminhadas, das passeatas, dos cartazes, da reivindicação e da mudança, voltado novamente tudo para um único interesse: o bem geral da nação. Postado em sua frente, como uma múmia apena com os olhos arregalados e esperando uma resposta, o jovem ainda não percebeu que eu, senhor de idade, já tinha vivido muito e sofrido muito por sonhos e promessas não realizadas. Esqueceu que aqueles conhecimentos, aqueles títulos, aquelas virtudes que ele mereceu por obrigação e capacidade própria, eu tinha vivido, em carne e osso! Ele esqueceu que naquela época, tínhamos força, uma força de reação pura, de criação e criatividade, e não somente palavras! Tínhamos, meu colega e eu, ações! Tínhamos o fazer! E fizemos acontecer... e realizamos mudanças... e melhoramos! De certo que não o suficiente, pois este suficiente exigido nunca existiu e nunca existirá! A política é um romance, disfarçado de sonhos, ideais, amor, corrupção e interesses.

Aquele jovem não sabia disso... ainda não percebeu o que era política... ainda não sabia do que era capaz... ninguém tinha aberto seus olhos ao menos para dizer o quão forte és para dizer bobagens assim àquele senhor.

Mas este mesmo senhor, sentado, com um ar sereno, respirando calmamente e apertando com o dedo indicador e polegar de cada mão o seu pequeno jornal aberto, fitou-o e explicou: “- Sou o que sou hoje porque vivi. O que vê, filho, não é o que sente, nem ao menos o que pensa que sou. Sinto uma forte ingratidão, um forte desanimo em meu coração hoje por saber como nossa cultura caminhou nestas últimas décadas: desgraças, sujeiras, falsidades, desmistificações de incrédulos, e perpétua mágoa no depósito de confiança nas pessoas que não conheço. Agora eu digo, ainda, meu filho: O que diabos quer de mim? Que saia correndo, gritando e matando os pensamentos das pessoas que ainda estão cegas como você para acordarem ao mundo atual? Que berre em seus ouvidos tapados a verdade falsa estampada nos cargos políticos? Isso é nato! É fato! Todos sabem! Eu sei, você sabe, aquele barbeiro sabe, aquele pipoqueiro sabe! Mas veja meu filho... olhe ao seu redor... o que cada um tem feito para mudar isto? O que cada um tem feito para mudar a real situação do desanimo? Vou te contar, bem baixinho em seu ouvido, mas preste atenção, pois falo somente uma vez: todos estão quietos; todos assistem suas televisões mudas todos os dias e assistem com seus olhos cegos as mesmas bobagens; todos são tão auto-inteligentes, auto-sustentáveis que se conformam em pagar altas taxas, altos juros, altos desempregos e baixa qualidade de vida em todos os sentidos, e pergunto, meu filho: porque? Por causa do comodismo, do único sentimento que cada um carrega dentro de seu mísero coração não é capaz de mudar, que não é capaz de fazer acontecer, que não tem forças, que não pode...”

Fechou seu jornal, dobrou ao meio, colocou em seu colo e finalizou: “- O mundo esta repleto de pessimismo e não mais de otimismo. Pessoas acordam revoltadas, estressadas, indignadas pelas notícias horríveis estampadas nos noticiários tratadas de modo casual, simples e direto. Pessoas não sabem suas origens bem como não sabem como podem mudar e o que precisa ser mudado. Pessoas precisam colocar em mente que, mudando a si, mudam-se os outros. Não é com esta atitude que mudará nossa nação, meu filho. Você é apenas uma ponta de um pequeno fio de tribulações.”

Arrumou seu jaleco, enrolou seu jornal, levantou olhou para aquele ser que estava sentado ao seu lado. O pequeno jovem, estagnado e cabisbaixo com seus pequenos olhos encharcados, encolhidos, disse: “- Me desculpe”. E o Senhor disse: “- Desculpe a si mesmo. Levante, corra e mude o que não mudamos. Meu desanimo é justamente esse: ver que o que fizemos não foi suficiente para mudar esta sua geração. É saber que não liga nem um pouco para isso. É saber que existem si, exceções, mas que são tão poucas que ficam marginalizadas pelo conhecimento, e tratadas como descaso pelos amigos e faixas de mesma idade. Faça diferente meu filho! Seja diferente e mostre o que é capaz. Deste jeito, apenas assim, abrirá meus pequenos olhos e me fará ver o não visto: mudanças...”

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Em Libra, o ar...

Dia 02.10.2008. Noite: dia interessante pela manhã chuvosa. Parecia que um imã estava me puxando para debaixo das cobertas, implorando para que não saísse de lá. Quente... confortável.. ameno... um silêncio. E gotas caíam lá fora, calmamente. Como luvas de seda, como penas ao vento... como um perfume sereno no ar. Fechei meus olhos... me atrasei para o trabalho. A desculpa? Não! Não teve desculpas! Somente uma justificativa: preguiça, pura e simples preguiça e cansaço do trabalho semanal, do stress diário e da rotina. Lá fora, tesourinhas pairavam no ar, arrumando suas asas, enquanto que não muito distante dali, um lindo bem-te-vi enchia seus pulmões para cantoria enquanto seu amigo esperava, calmamente ao seu lado.


A noite, após uma busca de um site interessante sobre as fases lunares, descobri que o céu estava sorrindo! Um vento gelado, reflexo puro da chuva de manhã e pelo dia nublado começava a pairar no ar, me convidando para tirar uma foto de seu sorriso, como se fosse um olhar úmido, parado e sério... com 3,6 dias de idade, a Lua está Libra, a 63,21 raios terrestres com aparência de fino crescente vespertino. O resultado: o amarelado e os detalhes.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Marte: o poder...

Dia 23.09.2008. Noite. És capaz de sentir a força e energia das estrelas sob sua cabeça? Tem olhado para o lindo e maravilhoso céu que te rodeia todas as noites, com belíssimas paisagens? Tens notado que quando o céu está limpo, muito limpo, e sem nenhuma fonte de luz ao seu redor, é possível ver "nuvens" ou aglomerados de pontos que se tornam cada vez mais nítidos? Tem notado a força da natureza e as vezes você pergunta para si mesmo:

- Será que realmente estamos sós neste mundo?

Definitivamente não... sob a égide em destaque, Mercúrio e suas adjacentes...

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O filtro azul...

Dia 20.09.2008. Noite: melhor demonstração do frio com o céu limpo é a utilização do filtro azul no satélite lunar...

Neste dia a lua encontrava-se “cheia”, caminhando para minguante (dia 22 somente).

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A Pomba e a Lua...

Dia 19.09.2008. Noite: bem no para-peito da telha, admirando a paisagem, observei uma pomba ( The Rock Dove Feral Pigeon "Columba livia") totalmente gorda! Era mais fácil a galinha voar do que ela! Até as Leis da Física possuem suas exceções...

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Noite: sempre tive fascinação pela noite! Pelas caminhadas de bicicleta na Av. Mantiqueira, sempre em época de Lua Cheia olhamos ela “nascer” na Serra da Mantiqueira pertinho de Águas da Prata. Mas não posso negar que fico totalmente frustrado quando tentamos captar a imagem com a câmera fotográfica digital convencional ou mesmo, pelo celular! Resultado: um “borrão” branco no céu, ou uma pinta branca gigante!

Apesar disso, imagino que com um ótimo zoom, uma estabilidade correta na imagem, exposição e abertura adequados e um tripé (quem não possui, apóia no “jeitinho brasileiro de ser”) conseguimos captar algumas belas imagens..

Neste dia a lua encontrava-se “cheia”, caminhando para minguante (dia 22 somente).

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