quinta-feira, 4 de março de 2010

19º Triathlon Internacional de Santos/SP...

Posso dizer à você, caro amigo-leitor, com toda a certeza deste mundo que por todos os esforços que passamos, por todas as horas e horas de treino, suor, desgastes, por toda a maratona que sucumbimos, diariamente por um único fim é, indubitavelmente, recompensado pelo fato de conseguirmos superar os nossos fies e dignos já traçados objetivos. Objetivos estes que traçamos à tempos e colhemos os frutos da perseverança no dia de uma competição como esta do Internacional.

Vários são os fatores que influenciam no nosso dia-a-dia, sejam eles emocionais, sejam eles familiares, sociais ou de nosso trabalho. Estamos cercado por inúmeras tarefas que realizamos de forma milagrosa e em tempo muito escasso. E ainda por cima arrumamos um tempinho para treinar: para mim, não há gosto, sabor e cheiro melhor do que simplesmente colocar o meu fone de ouvido no final do dia, subir em minha bicicleta, pedalar, correr e nadar horas e horas me desligando do mundo que vivo.

Essa é a maneira que eu conecto comigo mesmo. É assim que eu procuro me descobrir, me achar e vasculhar em minhas entranhas o que realmente posso, sou, poderei ou não realizar em todos os dias de minha vida.

O prazer de participar de uma prova é tanta que coloca sempre a prova todo o seu treino psicológico e físico. O que importa, sempre, é a superação pessoal de cada um colocando todos estes fatores em uma balança chamada esporte. Quando realizamos uma prova e sentimos aquela sensação deliciosa de dever cumprido estamos nos auto-avaliando para a busca de um equilíbrio que faça a evolução surgir de uma maneira mais eficaz.

Não aceito que ninguém deste mundo diga para mim que a sua conquista foi ruim, que o resultado foi péssimo, que poderia ter dado mas de si e se sentir decepcionado com isso. Pensar desta forma é negar a conquista almejada. Todos nós somos vencedores! Todos! Sem exceção! Cada um com sua especialidade e cada qual com a sua bagagem de treinamento, experiência e persistência.

Estamos onde deveríamos estar, não?

Gostaria profundamente agradecer por mais uma participação e por mais uma nova experiência conquistada neste 19º Triathlon Internacional de Santos onde mais de 900 pessoas participaram. Foi um evento maravilhoso, cheio de energia e muita, mas muita garra esbanjada pelo ar! Eram tocas de todas as cores, uniformes de todos os moldes, bicicletas de inúmeras marcas, pessoas de todo o nosso querido brazilzão e até participação de atletas internacionais.

Participamos do revezamento onde 44 equipes estavam inscritas. Cada equipe é composta de 3 pessoas, sendo que cada uma delas participa de uma modalidade. Em nosso caso, a equipe “Sun Vista”, foram divididas as “tarefas” da seguinte maneira: iniciamos com o Nobre Professor Júlio, com natação de 1.500 metros, seguido de um percurso de 40 km de ciclismo por mim feito e encerrando pela corrida de 10 km realizado pelo atleta William Raposo, o Budum.

Destas 44 equipes, nenhuma foi desclassificada. A primeira colocação ficou com o grupo de Santos com um tempo puxadíssimo de 01:57:30 de prova total composta pelos participantes Claudio Miler, Edney Batista e Paulo Feitosa.

Para se ter uma idéia do que estes “caras” fizeram, a natação fechou com a parcial de 24 minutos e 49 segundos para os 1.500 metros, ou seja, o cidadão nadou 100 metros a cada 1,65 minutos! Ainda os 40 km foram completados pelo tempo total de 1 hora 02 minutos e 36 segundos (38,34 km/h de média), fechando com a forte corrida de 10 km em 30 minutos e 05 segundos (3,01 min/km). Não é fácil...

A nossa equipe, Sun Vista (SALVE!) ficou em 13º lugar, com os seguintes tempos: natação (Prof. Júlio – 1.500 metros) em 33 minutos e 48 segundos, ficando na 15ª posição com média de 2,25 min/100 metros; ciclismo (Udo Matiello – 40 km) em 1 hora, 1 minuto e 51 segundos, recuperando para a 9ª posição com média de 38,80 km/h e, fechando a corrida (Budum - 10 km) em 37 minutos e 06 segundos para a 14ª posição (média de 3,71 min/km). Fechando as compensações de tempo, completamos a prova em 02h12min45seg.

Um grande abraço ao Júlio, Budum, meus amigos-atletas-participantes! Foi excelente realizar a prova com vocês! A Bia e a Juliana pela força moral e psicológica, muito obrigado! As pessoas queridas do coração que ficaram em São João e mandaram suas vibrações positivas, posso dizer que sentimos ela de lá: o nosso muito obrigado!

Abrimos a temporada com chave de ouro! Que venha a próxima!

Até mais...

As fotos...
01. Veja todas as fotos e descrições no servidor do flickr, em alta resolução clicando AQUI ou em qualquer foto acima deste post.
02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.

O vídeo...
A Capa...
Faça o download da capa DVD automatizado do evento bem como de todas as fotos em resolução compacta, acessando meu disco virtual Skydrive, pasta "Capa DVD Criadas" clicando aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grand Celebration...

E foi a bordo do Grand Celebration, cruzeiro da companhia Íbero que eu, Alini, Natalia, João, Hermeti, Vanessa, José Oscar, Maria Angela, Fabiana Matiello, Antonio Menin, Victor Menin, Ligia, Renan, Bia, Adelaide Matiello, Divino Godoy e Maria Paula embarcamos para um maravilhoso passeio pelo nosso litoral brasileiro.

Foram 7 noites entre os dias 30 de janeiro a 6 de fevereiro de muitas novidades, muita atividade, alegria, animação, conhecimento e lugares paradisíacos que ficaram gravados em nossos corações para a eternidade. O itinerário foi o seguinte: partimos do porto de Santos/SP, passamos pelas cidades de Búzios/RJ, seguimos para Salvador/BA, descemos para Ilhéus/BA e finalizamos, com chave de ouro com visita em Angra dos Reis/RJ, mais especificamente na Ilha Grande.

Foram dias e noites que também foram marcados pela união e pelas novas amizades que surgiram durante o passeio. A nossa maravilhosa natureza nos presenteou e fomos abençoados todos os dias, com um maravilhoso sol cristalino. Não posso me esquecer também das noites de navegação onde o reflexo da lua no mar infinito foi, por demais, maravilhoso. O pôr-do-sol na cidade de Salvador/Bahia fora digno de abrir os olhos para uma imensidão mesclada pelas cores rocha, vermelha, rosa e amarela (deixo o convite para entrarem no flickr ‘endereços abaixo’ para visualizar também as fotos em alta resolução – vale a pena!). As praias de Ilhéus e o povo acolhedor surpreenderam a todos nós. Aquele mar quentinho, aconchegante e límpido da Ilha Grande só deixou em nós a saudade de voltar para colhermos os frutos que plantamos.

Para quem ainda não realizou um cruzeiro na vida, tenho somente uma palavrinha: faça! Há pessoas que, de fato, não são muito devotas para as ondas e marolas do mar, mas para tudo tem um remédio e uma salvação. Mas nada de exageros, como escutamos por aí... Vale por demais a pena visitar este marzão de uma maneira diferente, única e insaciável.

Obrigado, mais uma vez, pela companhia de todos!

As fotos...
01. Veja todas as fotos e descrições no servidor do flickr, em alta resolução clicando AQUI ou em qualquer foto acima deste post.
02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.
See more at Vimeo and Flickr. Do it!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Caminho da Fé: Ramal Noroeste (1ª Parte)...

Ainda lembro muito bem quando o Tomezinho (Rafael Tomé) e o Penha (Gabriel Penha) vieram aqui em casa para conversarmos sobre o Caminho da Fé. Naquela noite de uma semana qualquer, calma e serena, conseguimos traçar alguns planos, bem distintos e bem tranqüilos que pretendíamos cumprir ao longo de 2010.

Mas uma coisa era certa: queríamos cumprir o objetivo de uma forma diferente e tranqüila... muito tranqüila...para efetivamente descansar, sem preocupações com tempo e espaço, sem dilações de pensamentos diante das casualidades que iríamos encontrar e respeitando o nosso espírito, nossa alma, em busca de nós mesmos, naqueles longos e serenos pedais, que seriam tachados de eternos dentro de nossos corações.

O grande problema para todos nós foi justamente ‘escalonar’ os horários, separar os tempos e os dias para cumprir a tão sonhada tarefa. Decidimos, por unanimidade, cumprir o caminho em todas as suas ramificações, tanto as secundárias como a principal. Dividimos nosso tempo por meses, os meses por finais de semana, os finais de semana por dias, e os dias por horas.

Ficou decidido que, no primeiro semestre, o grupo inicial de três pessoas (Udo, Tomé e Penha) cumpriria os trechos anteriores de São João da Boa Vista, nossa cidade natal. Separamos os eventuais trechos em ramificações secundárias, até nossa cidade, um por final de semana, e cada uma, por mês. Desta forma o caminho não sairia pesado, cumpriríamos todo ele sem preocupações e, de sobra, teríamos tempo de sobra para descansar e aproveitar as paisagens e cidades até então desconhecidas.

O Caminho da Fé inicial, original, na sua raiz, foi traçado como marco inicial a cidade de Tambaú e findando na Basílica de Nossa Senhora, em Aparecida, cortando o sul das Minas Gerais pela tão grandiosa Serra da Mantiqueira. Com o advento das publicidades, dos interesses secundários bem como da participação das cidades adjacentes, o caminho se expandiu, criando assim, as ramificações.

Com a criação das ‘ramificações’ o caminho da fé ‘original’ também foi mudado: cidades foram excluídas da peregrinação, e outras, incluídas, ou substituídas. Mas, convém dizer aqui que, mesmo com a suposta ‘exclusão’ destas cidades, ainda é possível observar nestes caminhos as setas amarelas que seguem para Aparecida. A fé está demarcada em todos os lugares, basta para cada um caminhar por onde o seu coração permitir e se sentir permitido a isso.

Falando um pouquinho mais dos ‘ramais’ e tomando como base a cidade de Tambaú, 03 (três) novos caminhos foram criados, sendo 02 (dois) deles juntando a cidade de Tambaú e um deles comunicando com a cidade de São Roque da Fartura, todas no Estado de São Paulo. Podemos acrescentar mais um caminho, de São João da Boa Vista, que também liga a cidade de São Roque da Fartura. Destes dois pontos em comum (Tambaú e São Roque) o caminho segue fluente em sua origem até o final.

O 1º RAMAL pode ser conhecido como RAMAL NORTE, e abrange a cidade inicial de Mococa, com passagens por São José do Rio Pardo (24 km), São Sebastião da Grama (25 km) e São Roque da Fartura (27 km). No total do ramal norte são 81 km.

O 2º RAMAL pode ser definido como RAMAL NOROESTE, e abrange a cidade inicial de Cravinhos, com passagens por São Simão (30 km), Santa Rosa do Viterbo (26 km) e Tambaú (40 km). No total do ramal noroeste são 106 km.

O 3º RAMAL também pode ser definido como RAMAL OESTE, e abrange a cidade inicial de São Carlos, com passagens por Descalvado (40 km), Porto Ferreira (20 km), Santa Rita do Passa Quatro (20 km) e Tambaú (28 km). No total do ramal oeste são 108 km.

Planejamos então assim: em janeiro com o ramal noroeste, em dois dias, um final de semana. Fevereiro com o ramal oeste, estendido até São João da Boa Vista,em 04 ou 05 dias e, por último completando o suposto ‘treino’ o ramal norte em abril, deixando o restante do caminho de São João a Aparecida para o mês de junho ou julho.

Muitos podem até perguntar o porque de realizar o passeio nos meses de janeiro e fevereiro, período este de muita chuva nas redondezas. Mas entendam que, é complicado arranjar e planejar os passeios com grupos; arrumar agenda e os afazeres diários, os trabalhos e os “encaixes” para cada participante. Dividimos o caminho conforme foi conveniente para cada um de nós.

O ramal que nós completamos, noroeste (Cravinhos a Tambaú), no geral foi muito gratificante! Passamos por experiências únicas, dignas para levarmos durante toda a nossa existência. Trabalhamos, por demais, nossa paciência nos momentos de dificuldades; obedecemos aos nossos limites, de acordo com cada resposta que nosso corpo nos dava, em toda pedalada; conversamos; choramos de alegria; tivemos conversas a noite; confessamos; pairamos no ar; criamos um elo de energia tão intenso, tão forte, tão gratificante que posso dizer a você, com toda certeza absoluta, que este foi o alimento de nossa alma, que impulsionou nossos músculos a cada centímetro, metro e quilômetro percorrido.

Para mim a fé é justamente isso: a crença na força de vontade e a crença de que de tudo se é capaz através da fé. Vivenciamos a fé nesses dois dias escutando os nossos instintos, instintos esses que monitoravam cada sentido de nosso ser.

Gostaria de agradecer a todos os amigos que participaram do caminho; a todos que, direta ou indiretamente emanaram energias positivas para que nós cumpríssemos os objetivos, respeitando o limite e a vontade de cada um; agradecer a Deus por mais uma oportunidade de vivenciar esta experiência e poder compartilhar, nem que se for por um mínimo momento através das fotos e vídeos, o que realmente passamos, o que sentimos e o que vivenciamos.

Resta deixar o gostinho de quero mais para o mês de fevereiro, onde o grupo segue a sua peregrinação pelo ramal Oeste, que liga a cidade de São Carlos, a Tambaú. O carnaval já está marcado com este passeio: cumpriremos o percurso até Tambaú e de lá, caminharemos até nossa cidade Natal, em 4 ou 5 dias.

As fotos
...
01. Veja todas as fotos e descrições no servidor do flickr, em alta resolução clicando AQUI ou em qualquer foto acima deste post.
02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.

See more at Vimeo and Flickr. Do it!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ciclídos Episode 1...

Sempre, em minha tenra infância, tive grande fascinação por animais de estimação. Confesso que, como todos os jovens, por mais que gostamos dos animais, somos prejudicados pela nossa grande impaciência de entendê-los, de cuidá-los, e de orientá-los. Os peixes para mim sempre foram criaturas muito fascinantes. Já tive aquários de plantas, aquários de beta, aquário dos tão famosos ‘neons’. Mas confesso que por minha própria impaciência e um pingo de desleixo aquela vontade de tê-los em minha vida, passou. E passou por muito tempo...

Contudo minha mãe Ângela e os jardineiros quebraram esta corrente o ano passado, quando ela mesma comprou um vaso de tamanho médio/grande, onde metade se planta e metade é um aquário artificial. Ela colocou um filtro interno, de camadas, com uma bomba submersa e peixes ‘carpas’. No fundo, pedras de rios e outras pedras que eu e meus amigos em nossas caminhadas trazemos dos diferentes cantos de nossa natureza. Confesso que aquele aquário ficou lindo, de fácil manutenção e acabou por abrir outras oportunidades, aguçando o meu sentido para a compra de um novo aquário.

Pesquisei muito os tipos de peixes que o mercado hoje ainda disponibiliza. Com as novas restrições tanto do IBAMA quanto das lojas, os aquários marinhos que até então sonhava comprar ficaram arquivados em minha memória: primeiro pela questão do valor, segundo pela manutenção alta e cara e terceiro pelos materiais que colocamos no aquário serem eles artificiais ou naturais são muito caros.

Daí surgiu a idéia dos ciclícios africanos. Meu amigo, Denny, da Aqualife onde conheço à tempos, possui um montado em sua loja, e aquele estilo “marinho falsificado” ficou na minha cabeça. Quis entender como as rochas e corais que tornam a água tão alcalina, suportam peixes de água doce! Fiquei encantado, e com aquelas luzes rocha e rosa, deram um ar de marinho, com peixes de cores fortes e vivos!

Montei este aquário no dia 16 de dezembro de 2009, onde deixei a água ‘batendo’ por mais de 30 dias, para tornar alcalina, evaporar o cloro e tornar, naturalmente, uma água ‘pesada’ além de criar a tão famosa ‘biologia’. Coloquei os primeiros peixes no mês de janeiro de 2010, exatamente no dia 05.

No total foram 10, 2 cada espécie, e a montagem inicial você confere neste vídeo pequeno, de menos de 4 minutos, onde mostra a disposição das rochas, os peixes já adaptados e os filtros utilizados. O vídeo está ‘adiantado’ (não está em as velocidade normal) para fechar, com chave de ouro com a música escolhida. Espero que gostem!


See more at Vimeo and Flickr. Do it!

domingo, 24 de janeiro de 2010

2009 season finale...

Encerrando a mais um ano e respeitando as crenças de nossa querida Iemanjá, visitamos o mar de Ubatuba, sua grande morada, para nos reabastecer para mais um ano de 2010. Os agradecimentos e as festividades foram completadas pela família presente, pelos amigos que compareceram a todos os momentos e nos acompanharam nos caminhos que traçamos. Só nos resta fecharmos os olhos pra a maravilha da natureza e sentirmos, dentro de nossos corações, o que ela realmente representa em nossas vidas.

As fotos...
01. Veja todas as fotos e descrições no servidor do flickr, em alta resolução clicando AQUI ou em qualquer foto acima deste post.
02. Outra opção é clicar no play abaixo e conferir o slideshow, porém sem as descrições e em resolução reduzida.

See more at Vimeo and Flickr. Do it!